![]() | Ouvir Transmission do Joy Division após chegar de 3 dias no sertão foi a recompensa da noite. E finalmente eu assisti um show da Suellen! |
Caralho, isso chega a ser assustador. Descobri que existe um clone meu por aí!!! Nossa, isso é estranho. Eu nunca tinha encontrado pessoas com meu fenótipo, apesar de encontrar pessoas muito parecidas com pessoas que eu conheço.
Meu rosto não é tão exclusivo assim, ao que parece.
Hum, percebam que ele usa Linux (Grupo de Usuários Debian GNU/Linux do Ceará). Isso só pode significar que uma das características de nosso fenótipo é alto nível de intelectualidade.
Ele também veste preto. Scary...
(P.S.: Para quem não me conhece, meu clone é o cara da direita)
[22:44]
Volta!
[20:12]
![]() | "Somethings never change. But somethings do." |
Atendendo a pedidos: "Eu vi Bruninha bêbada!"
[13:57]
Se eu tivesse uma arma, eu seria um assassino. Se eu tivesse uma arma, faria justiça com as próprias mãos.
Certa vez, dentro de uma agência bancária num Shopping perto de onde eu morava um senhor não muito velho esqueceu o celular em cima da mesa onde se preenchem os envelopes, etc. Por coincidência eu estava usando a mesma mesa que ele e quando estava chegando olhei o rosto dele e fiz algum comentário mental, do tipo "parece com o João, mas não é ele não". Isso me fez gravar a fisionomia dele.
Quando levanto a cabeça depois de preencher o envelope de depósito percebi um aparelho celular, que supostamente seria daquele senhor. Peguei o aparelho e rodei dentro da agência, que estava relativamente movimentada. Encontrei-o numa das filas dos caixas e falei com ele, devolvendo o aparelho.
Em várias outras oportunidades eu achei documentos, chaves, até dinheiro e na medida do humanamente possível, retornei os itens aos seus proprietários, sem nunca cogitar recompensa em troca (nem mesmo quando eu estava passando por enormes dificuldades financeiras).
O que me dá raiva, irá ódio, fúria, é que eu perdi algo extremamente importante para mim, do ponto de vista pessoal e profissional: confiança. O valor do item não me importa, eu pago o que for necessário, afinal "é apenas dinheiro". Mas a confiança, esta sim, é muito mais difícil de recuperar.
Por que eu, que apesar de meus problemas, insisto e agir de forma ética, justa e condizente com a velha morale bons costumes, e quando eu preciso que o mundo aja assim comigo ele simplesmente mostra seu lado filho da puta egoísta.
Se eu tivesse uma arma, o mundo seria um lugar melhor.

O mundo pertence aos ladrões, assassinos, sem caráter (o que para alguns me inclui), estupradores, violentos, e toda essa laia. Não existem mais pessoas boas que ruins no mundo. Estamos perdendo a guerra.
Que mundo você vai dar a seus filhos?
[13:36]
CA-RA-LHO. Estou fudido. Rezo (se eu rezasse) para que existam mais pessoas boas no mundo que más.
[11:43]
Diário de Viagem
Recife, 21 de Novembro de 2003. Estou em casa.
[00:26]
Diário de Viagem
Caralho. Caralho, caralho, caralho. Ligo para Galadriel para saber o número da central 0800 do iG e o que eu descubro? Que estão todos, TODOS, incluindo meu chefe no Pimenta Verde, numa QUARTA-FEIRA! Claro, todos aproveitaram para dar uma esnobadinha básica nesse bundão que está no cu do mundo.
De qualquer forma, Gê, Priu, Pablo, Bruno, Leo, Adri e todos os outros que estão lá, vocês não sabem como foi bom ouvir a voz de vocês.
Preparem-se, que amanhã eu tô chegando e eu vou querer farra!
[21:19]
Diário de Viagem
Fiz uma merda. Assistir ao final de 24-Hour literalmente matou meu humor. Sair para dar uma volta (também literalmente) colaborou. Estou de saco cheio dessa cidade. PA já me saturou e eu quero voltar para minha cidade, minha "Manchester" onde tem gente de verdade, e não simplesmente homo sapiens.
Eu quero ver mais que moto-taxis, criancas de 4 anos de idade e algumas pracas muito bonitas. Quero minha poluicão, quero o risco iminente de assalto, quero ouvir músicas escritas na década de 80 que nenhuma rádio se atreve a tocar por não serem populescas, mas que as pessoas do meu mesmo nível sócio-cultural sabem de cor e salteado.
Love will tear us apart no final do filme foi a gota d'água. Quero alguém que possa ouvir comigo Idioteque e dizer "Essa música é ducaralho!". Quero alguém para cantar junto comigo "Ice age coming, ice age coming, let me hear both sides, let me hear both sides..."
Quero o Pimenta Verde, quero a Ultra 2k, quero o Bar do Fogão, quero o Marco Zero. Quero minhas noites etílicas, minhas músicas no volume máximo, luzes estroboscópicas, gays, punks, whores, darks, góticos, hackers, clubbers, dezenas de conhecidos e centenas de desconhecidos.
Quero meus amigos e quero meus inimigos.
[20:13]
Diário de Viagem
Trabalhar com companhia é sempre bom. Inicialmente eu estava sozinho na SE, fazendo meus alfazeres quando chegou um pessoal da outra concessionária, responsável pelo estado de Alagoas. Um dos caras, muito profissional, conversou bastante levantando as possibilidades de trocas de experiências.
No final das contas são 16:05 e eu já estou no quarto do hotel, o San Marino que definitivamente me conquistou. Claro, ele é mais caro que o Savarone, mas a localizacão no meio do centro comercial da cidade me proporciona o prazer que eu mais preciso na cidade: ver pessoas. Obviamente as acomodacões também são bem superiores, e a frequência com que venho aqui me rendeu um desconto permamente.
Cheguei cedo porque o trabalho foi desenvolvido rapidamente, mas também por manter uma velocidade de cruzeiro de 140km/h.
Meus recursos tecnológicos me permitem escrever isso conforme as coisas acontecem, mas também me trazem alguns incovenientes: os problemas de ordem pessoal me acham em qualquer lugar que eu vá.
Infelicidades à parte, agora estou bem mais "encontrado" agora: P.A. já é uma velha conhecida, e me sinto bem aqui. Serra Talhada ainda é uma desconhecida. Se eu não encontrarb ninguém por aqui ainda assim será menos mal que seria se eu tivesse ficado só lá.
Meus programas para hoje incluem comer acarajé, um cachorro quente no Ki Bocão, dar umas voltas na cidade (não mais que duas, senão eu fico tonto) e tomar uma Boêmia. Mais uma vez o banho no Grande Chico vai ser adiado. Além de ser difícil dada a hora que eu chego/saio da cidade (o que hoje não é desculpa), fazer alguns programas sozinho é demais para mim.
Amanhã, minha cidade adorada, me espere. Chego cedo.
[16:41]
Diário de Viagem
As aventuras do Amir Klink pernambucano continuam.
Meu dia comecou cedo... errr... Okay, meu chefe não vai ler isso. Acordei às 08:30, tomei meu café e rumei para Bom Nome, a cidade de uma rua só. Por causa do horário, imagino, haviam bem poucas pessoas nas ruas. Okay, sempre há bem poucas pessoas na rua. Porém a "rodoviária" estava fechada. Isso me evitou passar por "peixinho no aquário" de novo.
De volta a Serra Talhada, a única localidade que eu me atrevo a chamar de cidade em 100km abasteci o tanque. Nem precisava, mas o meu grande pavor nessas viagens é a idéia de ter uma pane seca no meio do nada. Só ando com o tanque acima da metade.
Também, claro, é o lugar mais próximo onde eu tenho sinal de celular. Ficarei incomunicável pelos próximos 300km. O que me assusta é caso aconteca alguma coisa. Como vão me socorrer? Como diabos vão chegar a saber que aconteceu alguma coisa??? Só no tesmpo de deslocamento para um hospitel ou posto de saúde (mais fácil de ter um desses) dá pra morrer umas 4 vezes.
O próximo destino: Itaparica. Passarei a noite em Paulo Afonso, só de novo. A esperanca de que eu ainda encontre outro conhecido lá não me abandona. Afinal é a última que morre. Mas quando morre...
[11:42]
Diário de Viagem
Contra todas as possibilidades matemáticas de se encontrar alguém conhecido a 400km de distância de seu "quartel general", porém a favor de todas as improbabilidades que nos provam por A + B que o planeta e todos os seus 5.000km de raio ainda assim é um ovo de codorna (pandimensional), encontrei a ex de um amigo meu.
Deja vu? Sim.
Saímos para o Recanto do Matuto (não, ele não tem página na Internet), tomamos algumas Boêmias e comemos tapioca com leite condensado, queijo e algo mais que também era doce. Não podia ter desejado mais que isso.
Espero que encontre alguém conhecido também em Paulo Afonso, porém estou bem ciente que eu não sou Lencinho, o futuro vereador de Recife (quando ele decidir se candidatar, claro, com uma plataforma de governo voltada para a populacão indie da cidade) de forma que encontrar pessoas conhecidas é um evento e tanto para mim.
Neste momento encontro-me em meu quarto, que mais uma vez é duplo para apenas uma pessoa. Imagino que isso seja uma ironia do destino, que mostra que eu tenho as camas, mas me falta alguém para deitar nelas.
Acabei de assistir o primeiro CD de 24-Hour Party People, que já tinha assistido anteriormente na Fundaj. Imagino que tipo de impacto a reproducão deste filme causaria na populacão que vive praticamente toda sua vida sem ouvir britpop, punk, ou puro e simples slow rock.
Nenhum, eu sei.
[23:08]
Diário de Viagem
A saída de Recife demorou mais que eu imaginei. Meu chefe resolveu resolver mais broncas do que ele já tem e acabei almocando mesmo em casa. Menos mal, menos grana pra gastar. Mais mal, a comida de Silene, a burra, é horrível. Pelo menos o purê de batata ela não conseguiu errar.
A viagem em sim, conseguiu ser ainda pior. Ir para Paulo Afonso dirigindo só é uma coisa, para Serra Talhada é outra completamente diferente. Se eu tivesse uma arma tinha me matado.
Já que não me matei, cheguei aqui. Paradas só em caso de necessidade, nem no Rei da Coxinha eu fui. Alonso não atendeu ao telefone, então não tenho culpa de ter dado o bolo no almoco em Caruaru.
430km rodados, e um trapo de gente. O trabalho fica para amanhã. Hoje EU vou DESCANSAR.
A boa notícia fica por conta do mundo, um planeta inteiro do tamanho de um ovo de cordorna: chegando no hotel dou de cara com Dani, a ex/atual namorada/caso/rolo do meu amigo "Picos". Preciso urgentemente contar isso a ele.
[17:33]
PROCURA-SE: Alguém para fazer companhia em viagem, para dormir em Serra Talhada e Paulo Afonso. Hospedagem e deslocamento por conta da casa. Alimentação por conta do candidato.
Tratar neste blog ou no meu celular, com urgência.
[20:38]
Ninguém consegue fazer tanta merda em tão pouco tempo. Porém, tenho consciência do que faço, sei as consequências e arco com todas elas. Cada um que assuma seus erros, eu assumo os meus e não tento justificá-los.
Com ou sem arrependimento, eu erro, o faço sem ajuda e vou continuar errando muito ainda. Porque só assim se aprende (ao que parece eu ainda tenho muito o que aprender).
Não julgo nem aceito ser julgado.
Only Happy When It Rains
I'm only happy when it rains
I'm only happy when it's complicated
And though I know you can't appreciate it
I'm only happy when it rains
You know I love it when the news is bad
And why it feels so good to feel so sad
I'm only happy when it rains
Pour your misery down, pour your misery down on me
Pour your misery down, pour your misery down on me
I'm only happy when it rains
I feel good when things are going wrong
I only listen to the sad, sad songs
I'm only happy when it rains
I only smile in the dark
My only comfort is the night gone black
I didn't accidentally tell you that
I'm only happy when it rains
You'll get the message by the time I'm through
When I complain about me and you
I'm only happy when it rains
Pour your misery down (Pour your misery down)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)
Pour your misery down (Pour your misery down)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)
Pour your misery down (Pour your misery down)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)
Pour your misery down
You can keep me company
As long as you don't care
I'm only happy when it rains
You wanna hear about my new obsession?
I'm riding high upon a deep depression
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me) (4x)
[20:06]
Esse cara sempre foi um gênio. E digo mais, um gênio que se valoriza. Marcelo Tas é o apresentador do Vitrine, um geek show para todas as tribos de nerds e afins na TV Cultura, a única emissora de TV aberta hoje em dia que é capaz de me fazer ligar minha mofada televisão.
Ele apresenta "Quem é Ernesto Varela?" é um espetáculo multimídia em exposição, até hoje ao que parece, no Teatro do Parque.
Yeah, bite me. Eu fui a um teatro. Estou definitivamente revendo meus conceitos.
Minha impressão inicial: é uma peça feita por um jornalista para jornalistas. O que diabos eu estava fazendo lá? Se quisesse assistir televisão tinha ficado em casa. O fato da peça ter sido transmitida pela Internet me dava mais um motivo para não ter pisado na rua.
Abaixe a pedra, Bruninha...
Acho que precisei de algumas horas para assimilar o conteúdo e a idéia do espetáculo. Minto, a idéia eu ainda não absorvi. Porém existe sim algo de fascinante no evento. Em alguns momentos eu fiquei na iminência de levantar o braço para fazer algum comentário - bem mais inteligente dos que foram feitos, foda-se a modéstia.
É uma nova (para mim) forma de comunicação, e tem seu valor. O mundo hoje ruma na direção da cibercultura, reaprende a falar, desenvolve novas formas de expressão ;-) para preencher os requisitos da palavra na velocidade da luz. Esse é meu ambiente. Acho que é uma dívida minha para com a sociedade aprender ou pelo menos conhecer esta outra forma, antiquíssima, de comunicação.
Repito, não absorvi muito do espetáculo, mas ninguém pode me chamar de desinteressado.
Por enquanto, minha camisa fica em stand-by:
Eu estou a 5km de Ribeirão, numa subestacão no meio do nada. Sim, estou conectado à Internet. Não, não tem linha telefônica... convencional.
Mas eu tenho um aparelho celular, um cabo de dados e um conversor serial/USB. Sim, estou conectado através do celular.
Como eu disse antes, para poder conectar da praia só falta a praia.
Eu sou foda.
[12:49]
Olá pessoal... Cheguei de viagem, sabe... Tenho um bocado de novidades... para contar... E... Ah, vão se fuder! EU VOU É DORMIR!!!
[00:55]
Algumas pessoas estranharam meu momento Lair Ribeiro. Realmente foi estranho, mas eu me senti bem com isso. Estou no topo outra vez (nota mental: isso é cíclico, cuidado quando for descer o barranco de novo).
Bom, vou saindo. tenho que exercer minha obrigação de cidadão capitalista e fazer a economia fluir.
[09:44]

Algum tempo atrás eu era um perdedor da porra, um loser de marca maior. Rejeitado, sem emprego, liso. Roubaram meu celular final de fevereiro, roubaram o som do meu carro final do ano passado. Pedia 10 reais para poder sair no fim de semana, e era constantemente humilhado por causa disso.
Soy un perdedor,
I'm a loser, baby
So why don't you kill me?
Beck - Loser
De uns tempos para cá, minha situação começou a mudar. Primeiro arrumei em emprego meio expediente. Emprego nada, aquilo era um estágio disfarçado de emprego. Mas era alguma coisa. Mal me rendia o combustível para me deslocar até lá, e não sobrava nada para gastar comigo.
5 meses atrás, uma proposta surgiu numa grande empresa multinacional, onde eu já tinha estagiado antes. A coisa foi lenta e morgou várias vezes, me deixando cada vez pior.
Três semanas atrás iniciou-se um drástico processo de ascensão. Profissional, claro, mas isso inevitavelmente acaba por se refletir em quase todas as áreas. Meu novo emprego me rendeu alguns frutos que eu não imaginava que pudesse adquirir antes dos 45 (e considerando que eu ainda tenho a idéia de me suicidar aos 40...):
- Um notebook;
- Um Palm Pilot;
- Uma renda confortável (bastante confortável);
- Um aparelho celular (cuja conta não sou eu quem pago).
Além disso há também os ganhos indiretos: eu tenho a oportunidade (mais até que a obrigação) de viajar por todo este estado. Vocês viram pelos meus últimos posts. Serra Talhada, Bom Nome, Caruaru, Garanhuns, Floresta, Itaparica, Paulo Afonso, Delmiro Gouveia... Passo 2 dias da semana hospedado em hotéis.
Além disso, eu agora tenho Velox em minha casa (apesar de não usufruir tanto quando poderia quando era um vagabundo).
Eu conto agora com todos os recursos tecnológicos que haviam em meus sonhos mais descabidos.
Eu tenho dessas. Eu imagino algumas "cenas de vida" e faço o máximo para realizá-las. Não são bem "sonhos", "cenas" é algo mais certo. Um deles era viajar de avião, sozinho. Consegui ano passado. Um muito simples era usar gravata. Esse eu consegui faz tempo.
Agora, para ficar numa praia checando meus emails com o celular, só falta... a praia!
Finalmente eu consegui realizar o que todo true loser almeja: deixar de ser loser.
Eu sou um winner!
[21:39]
Cena (semi) real em Bom Nome, a 550km de Recife:
O carro chega no posto, eu dirijo e paro para abastecer. É o único na "cidade", e o dono tem ciência disso, cobrando 30% mais caro que qualquer outro posto nas imediações (por "imediações" favor considerar um círculo com 50km de raio):
- Boa tarde! Coloca vinte por favor?
- Reais?
- Não, cruzados novos...
- Hein?
- Vinte reais, por favor...
[13:58]
As novas regras de uso do hpG são simplesmente ridículas. E pensar que um dia hpG significou Home Page Grátis.
[02:21]
E sim, atiraram em um cara lá na frente da faculdade. Pegou de raspão no ombro, no máximo ele fica 2 semanas sem se masturbar se for canhoto.
Por que, alguém vai me dizer que estou sendo frio (e calculista)?
Ah, qualé? Eu conheço pelo menos 3 pessoas que tiveram carros roubados lá, e um sem número de roubados. Os flanelinhas estão lá em peso, com sua máfia filha da puta. Eu já briguei com cinco deles. A POLI é assim e pronto! O cara levar o tiro foi simplesmente o cúmulo de uma situação que já dura mais de 6 anos (entrei lá em 1997).
Mas no dia em que acontecer alguma coisa comigo ou com algo meu, pode anotar aí: a merda vai virar boné.
[01:20]
Consegui. Bati todos os récodes. Eu sou o nerd.
Meu irmão me pede para gravar um CD. Eu ocupado no computador aceno que sim, sem problemas. Distraído como sempre esqueço completamente. Me levanto para ir ao banheiro, onde eu sou rei (e quem não é?). Ele me indaga pelo CD, já que está se arrumando para sair.
Eu pego o notebook fonte de alimentação (ele estava descarregado), os CD's e rumo para o banheiro.
Sentado no troninho, faço uma forcinha, clico aqui e acolá, insiro o CD. Faço mais força, troco o CD pelo CD-R, clico em "Burn". Enxugo o suor da testa e alguns minutos depois o CD é ejetado.
Alguém, por favor, atire na minha cabeça.
[01:11]

Go With The Flow
(Queens of the Stone Age)
She said 'i'll throw myself away,
They're just photos after all'
I can't make you hang around.
I can't wash you off my skin.
Outside the frame, is what we're leaving out
You won't remember anyway
I can go with the flow
But don't say it doesn't matter anymore
I can go with the flow
Do you believe it in your head?
It's so safe to play along
Little soldiers in a row
Falling in and out of love
With something sweet to throw away.
But I want something good to die for
To make it beautiful to live.
I want a new mistake, lose is more than hesitate.
Do you believe it in your head?
I can go with the flow
But don't say it doesn't matter anymore
I can go with the flow
Do you believe it in your head?
[13:54]
Ira, raiva ódio, fúria.
Os sentimentos queimam, dentro. Eu sinto, não é poesia. Isso é novo para mim. É como se tivesse uma tocha, não necessariamente grande, mas do tamanho da chama de dois isqueiros acesos bem no meio do peito, no final do esterno.
Na cabeça, uma tempestade. Não, não é uma tempestade. É como ácido sendo fervido (provavelmente pela chama do peito), borbulando e corroendo ainda mais as paredes do recipiente de metal de 2 pol. Borbulhando a respingando fora. Enquanto a mão com a tampa se aproxima as gotas batem na pele, queimando e corroendo. Sangue começa a escorrer pelo braços, tecidos ficam expostos e o cheiro acre de carne queimada invade as narinas.
A garganta luta para ficar aberta, mas a sensação de enforcamento é constante, sutil, irritante. Como andar com uma corda no pescoço e sentir a iminência do enforcamento, apesar de não saber se ocorrerá nos próximos cinco minutos ou cinco meses.
Sinto isso me corroer, me destruir. Acabando com qualquer coisa de boa que eu ainda tenha. A compreensão é a lenha para o fogo. O amor é jogado dentro do caldeirão de ácido, fatiado como pedaços de carne de açougue cortada com uma faca cega.
E a expressão "my blood boils" retorna à mente limpa, traduzida, compreendida.
Eu quero destruir algo bonito. Quero matar um passarinho, esmurrar alguém até minhas mãos sangrarem, queimar quadros e fotos. Quero esmagar uma rosa.
Essa é minha Ode à Destruição.
[13:02]
Eu sou um Vampiro.
Eu adoro o meu ego e eu adoro minha vida, pois sou o único Deus que existe.
Eu tenho orgulho de ser um animal predador e eu honro meus instintos animais.
Eu exalto minha mente racional e não acredito que isso seja um desafio da razão.
Eu reconheço a diferença entre o mundo real e a fantasia.
Eu reconheço a fato de que a sobrevivência é a lei mais forte.
Eu reconheço que os Poderes da Escuridão escondem leis naturais através das quais eu posso fazer minha magia.
Eu sei que minhas crenças no ritual são uma fantasia, mas a magia é real e eu respeito e reconheço os resultados da minha magia.
Eu percebo que não há céu como não há inferno e vejo a morte como destruidora da vida.
Portanto eu tirarei o máximo proveito da vida aqui e agora.
Eu sou um Vampiro.
Curve-se diante de mim.
[11:26]
