Shout!

[ Quarta-feira, Março 31 ]

 
Rancores. Atualmente dois deles. Claro, há um oceano disso, muitos entorpecidos, outros fossilizados, pouquíssimos perdoados e vários assimilados como parte integrante de minha personalidade. Dois deles porém estão bastante recentes e ativos. Com um, estou chateado. Do outro tenho raiva.

Começemos pelo segundo. Me mandam "se foder", com todas as letras. Aceito que minha indiferença tenha causado algum constrangimento, mas ou era isso ou "vá à merda". Opto por esquecer e ser indiferente. E então ganho um "foda-se" na lata com direito à versão contemporânea do desligar o telefone na cara. Indiferença. Paciência. Mas não é o bastante. Uma semana depois com a cara mais lavada do mundo, "tu tais bem"? O sangue ferve. "Estou ótimo. Melhor impossível. Mar de rosas. Passarinho verde na janela".

O outro rancor tem a ver com minha última desilusão afetiva, já mencionado abaixo. Não tenho raiva, somente me sinto um babaca. É um saco fazer papel de idiota, pior ainda ter PhD nisso. Paciência.

Começo a ter a sensação física de que toda esta merda começa a me afetar fisiologicamente. Ao me confrontar com essas situações estou tendo taquicardia, tremor nas mãos e embrulho no estômago. Preferia mil vezes ter um AVC, as chances de sobrevivência são menores. Com sorte infartarei antes dos 30. Paciência.
[00:20]

[ Terça-feira, Março 30 ]

 
Eu sinceramente acho que não precisaria escrever isso, já que me parece que é a sina que me persegue. Não é interessante para mais ninguém. Porém, vocês sabem (e quem não sabe que saiba agora) que escrevo esse weblogger para ninguém mais além de mim mesmo. Vamos aos fatos.

Mais uma vez é fracassada minha tentativa de me relacionar seriamente com alguém. Nenhuma reclamação, foi infinitas vezes menos traumática que minha história recente. Preferia que se fosse para não querer, que nem tivesse começado, mas me deixa feliz* o fato de não termos ido longe (na verdade nem perto).

* Comentário de mim para mim mesmo: "Me deixa feliz"? Ao escrever essas palavras dou-me conta de que realmente não tenho mais fé alguma nas pessoas. Sou feliz porque acabou antes de começar? Puta merda! Sou feliz porque não tive que me preocupar em sair machucado? Caralho. Na boa, estou espantado comigo mesmo.
[04:40]

 
Para quem quiser conhecer um pouco mais de mim:



Onde eu vivo. E me alimento também, claro, do sanduíche lá na esquerda e dos raios catódicos do monitor.


Onde eu moro. O tampo da mesa fui eu quem quebrei. Mas eu vou pagar um novo, assim que tiver grana.


Onde eu sonho com a pessoa da minha vida, onde quer que ela esteja e quem quer que ela seja.

Obviamente essas fotos só foram tiradas porque eu descobri, depois de 2 anos que minha webcam só funciona decentemente entre as 10 da manhã e as 04 da tarde. FOra desse "expediente" ela só serve para me dar raiva quando lembro o quanto paguei nela.
[03:19]

[ Domingo, Março 28 ]

 
Desde um longo tempo imaginei a possibilidade vir a morrer, cedo, solteiro e sem filhos. Não importava o fato de estar namorando por dois ou três anos, eu tinha esse medo. A diferença é que atualmente estou ativamente desgraçando meu corpo, solteiro e ainda sem filhos, ou seja, está mais viável que nunca esse caminho.

Interessantemente, porém, é que antes eu tinha esse medo, hoje tenho somente essaintuição, sutil, mas que não me causa mais nenhum receio. Se eu acabar assim, qual o problema? Eu não vejo nenhum. Claro, na minha lápide serão extremamente impróprias palavras do tipo "marido fiel, pai amado". Talvez algo mais plausível fosse "tanto fez que conseguiu".

Retomarei meu projeto S50 (Suicídio aos 50 anos de idade), que havia sido suspenso meses atrás pela perspectiva de convivência familiar. Afinal, se você vai sair do palco, tem que fazê-lo em grande estilo.
[22:39]

[ Sábado, Março 27 ]

 
"Now i'm naked, nothing but an animal
but can you fake it, for just one more show"


- Smashing Pumpkins - Bullet with butterfly wings

"Would it be wrong, would it be right
If I took my life tonight
Chances are that I might
Mutilation out of sight
And I'm contemplating suicide"


- Papa Roach - Last resort

"No, I don't love anyone
Maybe my sister
Maybe my baby brother too, yeah
I don't love anyone"


- Belle and Sebastian - I don't love anyone

"There's a club if you'd like to go
you could meet somebody who really loves you
so you go, and you stand on your own
and you leave on your own
and you go home, and you cry
and you want to die"


- The Smiths - How soon is now?
[19:33]

 
Eu quero dormir e não acordar amanhã. Em geral não escrevo esse tipo de coisa, nem quando realmente o sinto, mas é o meu desejo.

Não quero causar transtornos a ninguém, quero somente inexistir.
[05:18]

[ Sexta-feira, Março 26 ]

 
Virtual Realidade

A maioria absoluta das pessoas pensa no computador como uma calculadora super-desenvolvida, algumas até nem sabem o que é uma calculadora. O pior é que realmente elas estão certas: o computador nada mais é que uma máquina capaz de fazer contas. A parte interessante é que essa habilidade puramente matemática e tão simples por si só o torna capaz de ir mais longe que a maioria absoluta das pessoas acredita ser possível.

Qualquer computador, não importa quão lento ele seja, é capaz de processar qualquer tipo de informação, desde que os dados necessários sejam fornecidos e que tempo não seja problema. Um antigo 486 DX/2 poderia calcular o número de estrelas no universo, se de posse dos dados para o cálculo e de tempo para o processamento.

Poderia de forma mais simples calcular todos os números primos com 1000 algarismos.

Isso ainda não é a característica principal do computador, mas somente uma consequência da mesma: o computador pode emular (simular) qualquer coisa, desde que os dados corretos sejam fornecidos. O computador ideal pode simular qualquer outro computador (aos leigos a dica: todos os seus joguinhos de Mega Drive e SNES que você baixou da Internet).

E por falar em jogos, é notável que a cada dia os mesmos ficam mais perfeitos, mais idênticos à realidade (uma palavra que uso muito a contra-gosto). Qual seria o limite da realidade dos computadores?

Pensemos da seguinte forma: o corpo humano é nosso alvo. Queremos reproduzí-lo com o máximo de perfeição com o mínimo processamento. Para isso imaginemos como o construiríamos.

Para isso, trabalhamos com polígonos, em geral, triângulos. Com o número certo de polígonos somos capazes de representar qualquer forma gráfica para qualquer nível de percepção arbitrário. Um tetraedro não se parece com uma esfera, nem um cubo. Mas o dodecaedro (20 lados, muito conhecidos por RPGistas) já tem uma semelhança incontestável. Com vinte mil polígonos ninguém é capaz de discernir uma real esfera (e existe alguma?) de um objeto poligonal.

Considerando que o corpo humano mediano é composto de uma centena de milhar de células e que cada célula é composta também de uma centena de milhar de átomos, chegamos ao número aproximado de átomos no corpo humano: 10.000.000.000 (Dez bilhões). Eu não conheço ninguém capaz de ver um átomo, então assumirei que este é um número razoável de vértices que irão compor nosso objeto polígonal, que é também igual ao número de polígonos utilizados.

Considerando que os jogos mais realistas de hoje em dia possuem humanóides compostos por 3500 polígonos e o filme referência em CG voltada para humanóides é Final Fantasy: The Spirits Within, cuja personagem Aki Ross se compõe de pouco menos de 2.000.000 (Dois milhões) de polígonos, vemos o porquê de ainda sentir uma estranhesa ao vermos esses gráficos.

Infelizmente também não podemos apelar para a Lei de Moore e dizer que em dez anos poderemos ter um corpo real nas telas, já que o aumento aritmético do número de polígonos leva a um aumento geométrico do número de cálculos necessários.

Ainda assim poderemos ir ainda mais longe, e assumir que não serão matrizes de átomos nossa unidade de cálculo, mas sim prótons, nêutrons e elétrons. Assim sendo vamos assumir que o corpo humano é composto por 80% água e 20% carbono (uma aproximação cruel, eu sei).

Dessa forma ele é composto de:

- Carbono, 25%
- Oxigênio, 25%
- Hidrogênio, 50%

Uma consulta rápida à já esquecida tabela periódica e algumas contas de padaria depois chegamos ao resultado do novo número de polígonos que poderíamos utilizar (neste ponto já ultrapassamos o limite do cientificamente plausível já faz tempo):

(1 x 5.000.000.000) + (16 x 2.500.000.000) + (12 x 2.500.000.000) = 75.000.000.000 polígonos

Nosso novo número mágico, setenta e cinco bilhões de pontos. Algumas pessoas, não satisfeitas com tamanha insanidade poderia dizer que "E quanto aos fragmentos de prótons e nêutrons, os quarks? Como você computaria o up, down, charm, strange, top e bottom, já que eles existem mas você não os leva em consideração em sua tresloucada análise?"




Essas partículas são tão ínfimas que não se pode definir se são realmente partículas de alguma coisa ou somente uma forma de onda eletromagnética, definida por uma equação. Da mesma forma que um único vértice no ser humano virtualmente real não é apenas um vértice, mas a soma de equações que o definem no espaço tridimensional e no tempo. Encare os quarks como coodenadas x, y, z e t.

E me traga dois Tylenol's.
[16:31]

[ Quinta-feira, Março 25 ]

 
Poucas coisas me surpreendem hoje em dia. Ainda assim isso não que dizer que não mais aconteça.

Tempo passado, tempo perdido. Pessoas mudam, pessoas passam. O tempo muda as pessoas. As pessoas se perdem com o tempo.

Deixem-me só com minha raiva. Aqui em meu canto, sou inofensivo. Mas se me sentir ameaçado, me tornarei violento. Não se aproxime ninguém, nem com a melhor das intenções, tenho mágoa num coração que já conheceu a real felicidade, e então se enterrou atrás de uma parede de espinhos.

Mas apesar de tudo, obrigado. Porque agora, depois de tanto tempo sei o que é ser realmente humano.
[17:26]

[ Quarta-feira, Março 24 ]

 
Isso é interessante. Um jogo totalmente 3D feito pela LEGO usando o Macromedia Shockware Flash.
[19:58]

 
O projeto do fotolog encontra-se parado. Não por falta de criatividade, que eu acho que tenho o bastante para sustentar uma empreitada assim, mas eu não quero somente colocar uma foto legal que achei no Google e escrever algo.

Quero tirar minhas próprias fotos. Não escondo que tenho uma quedinha ducaralho pela fotografia. De paisagens até personagens, principalmente fotos artísticas (incluindo eróticas, que tem gente que insiste em achar que é a mesma coisa de pornô).

Ou seja: eu ainda preciso de uma máquina digital. Otherwise o projeto estará fadado do fracasso.
[19:52]

 
Um Conto de Priston

Vila Arruinada (Morion)
Dia 2 da viagem


O dia estava chuvoso já perto de anoitecer. Minha mochila já estava preparada com tudo o que eu precisaria: rações para 4 dias, porções de cura, de mana e de vigor. Essa última era a mais importante, pois eu faria todo o caminho em marcha acelerada. Minha espada nas costas e meu escudo no braço esquerdo.

A despedida foi a parte mais difícil: ela não entendia o motivo de eu estar fazendo aquilo. Não entendia que era uma necessidade minha, tão importante para mim quanto o ar que eu respiro. Então, sob uma fina chuva, nos despedimos.



Parti à noite. As estradas nas imediações de Phillai já não eram lugar seguro a muito tempo, e depois que o Mal chegou as coisas não ficaram melhores. Porém, eu cresci naquelas paragens, e conhecia como a palma da minha mão as trilhas até um meio dia de viagem. Esperava pegar esse trecho mais familiar durante a noite, para trilhar os caminhos por onde nunca havia ido com o nascer do Sol.

A saudade já se fazia presente quando avistei as luzes da ponte na Estrada para o Vento. É uma linda visão. Felizmente nada poderia me fazer retroceder agora, estava decidido: iria à Tempskron, conhecer a famosa cidade de Ricarten. Passei toda a minha vida em Morion, e agora meu espírito ansiava por mais. Os aventureiros que sempre transitavam por Phillai e suas histórias fantásticas foram a chave para o que sou agora. Em especial os próprios Tempskronianos com suas vestes e habilidades tão peculiares: arqueiros, guerreiros, lanceiros e os curiosos "mecânicos" com suas estranhas armaduras.

Ao amanhecer o dia eu já me encontrava mais longe de Phillai do que jamais estivera. O caminho já começava a ficar ainda mais perigoso, mas sempre havia tempo para observar os gigantescos campos que se estendiam até o horizonte.

Andei várias milhas sem avistar uma única viv'alma, a não ser a de criaturas das mais estranhas possíveis, as primeiras avistadas na Terra de Dusk.

Ao final do primeiro dia eu estava num canto que já conhecia das histórias de aventureiros, em geral assustados ao lembrarem-se de tal lugar: a Floresta dos Espíritos. Para meu infortúnio eu a noite havia caído antes que eu alcançasse o outro lado e vi-me obrigado a acelerar ainda mais o passo. Monstros horrivelmente inimagináveis me atacaram e eu só pude correr ainda mais depressa. Eram muitos e eu nunca havia enfrentado aquelas feras antes. Eu ainda não era um Paladino, apenas um Cavaleiro e aquilo não era lugar para um simples cavaleiro. Porém, eu não era um "simples cavaleiro".

Atravessei aquela maligna floresta, encontrando uma ponte ao seu final. Lá um nativo de Ricarten guardava o caminho contra as criaturas. Ele ficou surpreso ao saber de minha jornada, mas foi gentil e me explicou aonde eu estava afinal: A Vila Arruinada.

O caminho 500 metros depois e o motivo desse nome já era bastante óbvio. Uma vila formada por uma caravana, no meio do mais absoluto nada. Mesmo os moradores diziam em tom de desespero que o lugar não duraria muito.

Porém, foi lá que fiz a primeira escala da viagem, pois as hordas do mal eram por demais poderosas. Não desisti do meu intento! passarei alguns dias na vila e continuarei minha santa cruzada.

Chegarei em Ricarten!



[14:17]

[ Segunda-feira, Março 22 ]

 
A idéia não é nova (pelo menos não para mim): numa era digital (mesmo o mundo de hoje já é "fantasticamente viável") uma entidade começa a conversar em salas de bate-papo, enviar emails e até mesmo fazer conferências. Tudo seria muito normal, se não fosse por um único detalhe: tal pessoa está morta e enterrada, incontestavelmente.

Incontestavelmente?

O Tema já é amplamente conhecido pelos amantes de ficção científica na modalidade "cyberpunk", onde as megacorporações comandam a polícia e travam guerras reais e virtuais entre si, enquando uma rede interliga todo o planeta. Tornou-se popular com o filme Passageiro do Futuro.

Agora uma nova interpretação para o "renascimento eletrônico" é apresentado na forma de um anime com 13 capítulos.

Serial Experiments: Lain conta a história de Lain Iwakuraa, uma pálida estudante de 14 anos de idade que recebe como tantas outras colegas uma email de Chisa Yomoda, uma ex-colega que se suicidou na semana anterior.

Sentido-se tão socialmente inepta quando Chisa, Lain passa então a conversar com a amiga morta, ficando cada vez mais e mais tempo "on the wired".

É fato sabido que a profundidade psicológica dos animes é imensa e uma nova visão do velho tema, já muito apreciado pela comunidade, deve trazer novas revelações e conflitos ao mundo real.

E por que não, ao virtual também.


[20:29]

[ Domingo, Março 21 ]

 
Recife (PE)
(4:30h depois do desembarque)


Estou em CASA!
[23:26]

 
Ribeirão Preto (SP)
(10 horas para o embarque)


Não consigo dormir. Estava cansado hoje o dia todo, querendo somente o sossego de um dia letárgico de semi-sonolência, mas agora que estou de volta ao apartamento não consigo me desligar. Estou aqui, no computador, ninguém digno de conversa no MSN/ICQ. Apesar de consumido pela vergonha de fazê-lo, entrei no IRC, sem melhores resultados.

Sei que se dormir agora, estarei em casa mais cedo. É fechar os olhos e ser acordado pelo despertador. Mas minha cabeça não para: turbilhão de imagens, dos meus amigos, familiares, lugares, cheiros, gostos. A maior parte são especulações visuais de como será minha chegada. Haverá gente no aeroporto a minha espera? (Unlikelly). Estará lá somente meu velho pai, para me apanhar e encher meu saco com os sermões idiotas acumulados de um mês? Meu irmão estará lá?

É uma grande bobagem, eu sei, mas também não posso parar de pensar se mudou alguma coisa. Algum vínculo afetivo foi abalado pela distância? Tentei ao máximo, mesmo de tão longe, dar atenção às pessoas com quem me importo.

Mas por definição um "vínculo" precisa de dois lados para atar.
[02:16]

[ Sábado, Março 20 ]

 
Ribeirão Preto (SP)
(Último dia da viagem. 23 dias longe de casa)


Estou voltando. Esse é meu último dia nesta cidade. Amanhã às 11:30 estarei embarcando no vôo de volta à Terra do Sol (ETA:18:00). Parece que a cidade está percendo que vou embora e me mostrando que tem de mais perceptível: o frio. Deve estar coisa de 18º (Absolutamente é menos que 20º). Choveu o dia inteiro.

Não posso afirmar que a viagem foi uma maravilha: longe disso, houveram momentos em que eu preferia estar entorpecido que conciente da passagem das horas. Ainda assim foi uma experiência valissíssima. Não acho que faria tudo de novo, mas o que importa é que eu fiz.

Retorno à casa máter com um sentimento semelhante ao que experimentei ao voltar dos Estados Unidos dos Imbecis: eu vivo em meu lar, e meu lar vive em mim.
[05:15]

[ Sexta-feira, Março 19 ]

 
Finalmente existem provas de minha passagem por Ribeirão Preto. Como não trouxe máquina fotográfica e minhas tentativas de fazer minha mãe comprar uma digital foram em vão eu estava fadado a guardar minha visita na minha memória apenas. (E conhecendo minha memória vocês imaginam o quanto isso iria durar...)

E sim, essas fotos são da noite de ontem, quando cheguei um pouco alcoolizado e escrevi aquelas incoerências. Essa foi início da noite, com minha mãe e Aninha, a amiga recifense.


Essa já é mais no meio da noite com todas as amigas que chegaram depois e as amigas das amigas. Podem me invejar, nesse caso eu realmente entendo e desculpo. Todos os sabores de mulher: São Paulo, Pernambuco, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Rio Grande do Norte...

[13:07]

 
Hum... Ignorem o post anterior. Foi... Um momento de fraqueza. EU já estou melhor, obrigado aos que se preocuparem. Foi um porre como qualquer outro...
[12:45]

 
to bebsdo, vomi9tahndo9, g]fudido e mal pagi
[04:25]

[ Quinta-feira, Março 18 ]

 
Se vocês puderem dar uma olhada no projeto inicial do Shout! Live e me dar algumas sugestões, críticas ou deixar algum comentário, eu agradeceria. Não quero que critiquem as fotos, pelo menos não ainda. Por enquanto só quero saber da parte técnica da coisa.
[05:45]

[ Quarta-feira, Março 17 ]

 
Hoje é quarta-feira. Está escrito logo aí em cima. Significa que falta 3 dias para meu retorno.

Hoje através do IRC eu ouvi falar de um lugar aqui em Ribeirão Preto que parece tocar um som legal (leia-se "um som que eu gosto"). O nome é Paulistânia e fica a uns 4km daqui. Dependendo da hora claro ficará complicado ir à pé ou mesmo de ônibus (aqui não tem o bacurau). Tentarei convencer minha amiga recifense (pobre chegou faz 2 semanas vai ficar 3 anos) a ir comigo (ela tem carro).

A propósito dirigi o carro dela quando fomos à Swingers. As ruas de Ribeirão não são um exemplo de como se asfaltar uma pista mas dentro de uma cidade nenhuma é. Porém a sinalização me pareceu simples de acompanhar e somente através dela conseguimos chegar na boate.

Desta vez poparei-os de ouvir minha lamúrias sobre "como eu gostaria de estar em casa". Estou de bom humor, acho que por ouvir falar de tal lugar (até o preço é compatível com a Ultra: 6 contos).

Irei na sexta-feira. Vamos ver se eu poderia realmente vir a morar aqui.
[05:26]

 
Nunca vi teste de Internet dar tão certo. Até hoje aquela merda que tocou na porra da Swingers Lounge tá entalada na minha garganta.


Que estilo musical você odeia?


[00:56]

[ Terça-feira, Março 16 ]

 
Escrevi algo interessante sobre como a música tem soado para mim nesses dias. Na verdade sobre como tenho visto a música de uma forma nova. Mas estava piegas demais (é uma fase minha) e simplesmente não vou colocar aqui.
[23:34]

[ Segunda-feira, Março 15 ]

 


I am NOT dead!

[03:10]

[ Domingo, Março 14 ]

 
E eis que o JC Online fecha seu conteúdo, iniciando um sistema de assinaturas pagas. Isso é a consagração do fim da era da Internet acadêmica e a conclusão do estabelecimento da era ponto-com. Pelo menos na Internet brasileira.

Não faz muito que quase a totalidade dos serviços prestados via web era gratuita. Hospedagem, email, agenda, notícias. Atualmente a Internet tupiniquim está dividida entre três grandes corporações, cada uma com uma abordagem diferente:

- A Globo.com é a caçula, mas com as injeções de esteróides (a.k.a. capital, grana) que a Rede Globo de TV pôde fornecer ela se tornou o conglomerado virtual. Exatamente como o seu alter ego é nas 100 milhões de TV's nos lares nacionais. Sua abordagem foi a mais grotesca possível: entrou oferecendo desde hospedagem até emails, passando por todas as áreas da iNet contemporânea de forma gratuita. Criou a necessidade e comprou tudo o que conseguiu. No pulo do gato, passou a cobrar assinatura por seus serviços, cancelando mesmo as contas de usuários antigos que não passassem a pagar. Bush ficaria orgulhoso. É dona do serviço de hospedagem Kit.Net, weblogger Blogger Brasil além dos emails @globo.com e do próprio portal Globo.com. Também é provedora de acesso.

- O UOL ao contrário é o mais velho na história, foi ele quem começou com tudo. Como parte do Grupo Abril (O UOL é parte do Grupo Abril ou o Grupo Abril é parte do UOL?) possui todo o acervo das publicações Abril, que era disponibilizado sob a forma de "conteúdo exclusivo" a seus assinantes (como a versão digital da revista SuperInteressante). É dono também do mega-email gratuito BOL (ainda gratuito, mas com mais limitações a usuários free) e de serviços de Fotolog e Webloging. Também comprou o Zipmail.

- O iG é o caso mais curioso, por que a sigla significava justamente isso: Internet Grátis. Com o passar do tempo passou a significar Internet Group. Grátis somente o acesso, que é subsidiado por várias companhias telefônicas e o email, que oras, é parte do acesso. Email @ig.com.br, porque o ieG há muito foi extinto. De fazer rir é o próprio hpG que depois de ser comprado pelo iG deixou de significar Home Page Grátis para significar... Ninguém mais sabe o que. Pelo menos as assinaturas antigas continuam gratuitas, mas isso não deve demorar. Várias vezes já recebi avisos sobre novas limitações do sistema.

A saída, para quem pode se dar ao luxo de falar um outro idioma ou fazer configurações avançadas de servidores menos populares é apelar para a parte gringa da rede. O Google é agora dono do Blogger Internacional e a primeira medida tomada foi extinguir todas as formas de contas pagas, categorizando todos os usuários como gratuitos (os ex-usuários pagos receberam camisetas de agradecimento pelos tempo de apoio), um caminho na contramão do que está acontecendo aqui. O Yahoo é dono já a algum tempo do eGroups e continua a oferecer seu email @yahoo.com. Todos de graça.

É claro que é necessário fazer dinheiro, mesmo que seja na Internet para algo dar certo. Mas se já temos que engolir 75% de imagens de propagandas em todos os sites, pagos ou não, por que pagar afinal? Mesmo logado no UOL aquele maldito popup continua "popando". Mesmo pagando o acesso da Globo.com não é possível deixar de ver as últimas tendências em "ads" e banners.

E afinal, como as estrangeiras conseguiram fazer justamente o oposto, deixando de cobrar por serviços ao invés de castrar a parte free dos mesmos?

Eu não sei responder. Não mesmo.
[05:30]

[ Sábado, Março 13 ]

 
Ainda vou fazer aquele curso de tiro. E montar a coleção de espadas. Katana blades, duas mãos, longa, bastarda, adagas. E colecionar pistolas também. .45 SOCOM, Glock 9mm, talvez alguns revólveres. Um dia eu terei a coleção completa. Então poderei entrar atirando em algum lugar. Talvez num shopping, onde a segurança é mais forte e deve oferecer uma certa resistência. Escolas e cinemas estão muito vulgarizados hoje em dia e não tem graça atirar em quem não pode oferecer resistência.
[15:36]

 
Fato: a vida brinca comigo, e ela tem um senso de humor excepcionalmente peculiar. Diria negro até, mas a mesma é cruel (clichê, eu sei) o bastante para que eu viva por vários anos ainda, amargando cada maldita manhã.

Por que não cai logo um raio na minha cabeça? (Porque isso provavelmente me mataria, e não é isso que "deus" quer para mim. Pelo menos não ainda.)

A trilha de hoje (desse exato segundo) fica com Staind - Just Go. Providencial.
[05:56]

[ Sexta-feira, Março 12 ]

 



Eu mesmo, em Priston Tale. T4NG0.


Infelizmente, jogar num modem 56k é pedir para morrer. Mas eu não tenho muitas alternativas.
[04:04]

 
Muito tempo sem escrever, muitas lembranças voltando sem nenhum critério. Vou escrevendo quando me recordo. São Paulo é o estado das tatuagens. Todo mundo tem uma (no mínimo). Ainda me falta a grana para fazer a minha, mas vai sair, nem que eu tenha que me prostituir (tipo, começar a cobrar...).

O que eu quero está aí do lado. Antebraço direito, lado de dentro. Se não der pra ser essa mesma, qualquer coisa semelhante serve. E se acusar preço em máquinas de consulta de supermercados, melhor ainda.
[03:27]

 
Hoje eu acho que posso dizer que dei uma passada rápida em Recife. Justamente no dia em que meu celular para de enviar mensagens (não posso deixar de pensar que a conta em atraso tem algo a ver com isso...) a linha telefônica do flat foi instalada. Se eu tivesse uma arma daria tiros para o céu.

Conversei com "A Tríade", Bu, Perceval e outras almas perdidas que estão fazendo falta. Até com Lune Pleine no IRC eu consegui trocar umas palavras (sim, eu instalei o mIRC aqui, não me recriminem, essa é uma situação desesperadora...).

A Internet me salvará ou me matará. Ou me ajudará a enfrentar os 09 dias (contagem regressiva ativa) que faltam para o filho pródigo à casa tornar ou me fará cortar os pulsos antes do dia.

Por motivos óbvios eu torço pela primeira opção.
[03:08]

 
Finalmente tenho Internet em casa. Isso significa:

- Virar noites conectado;
- Passar a manhã dormindo;
- Viver somente à tarde.

Se os dias não passarem mais rápido agora terei que apelar para os químicos.
[00:35]

[ Quarta-feira, Março 10 ]

 
Qual a parte de "não" que as pessoas não conseguem entender? Por que tudo o que eu faço tem sempre que ser encarado como algum tipo de vingança pessoal, falta de educação ou tentativa de chamar atenção?

Caralho, se eu digo que "não, eu não quero sair" é porque (olha que impressionante) não, eu não quero sair.

Mas nunca acaba assim, tem sempre que ter um pra jogar na cara o quanto está fazendo por mim. Se vai usar contra mim, não vale merda. Se vai se fazer de vítima, não vale merda.

Agora PORRA, respeita a merda do meu momento e me deixar fazer o que eu quero, que no caso é porra nenhuma.
[17:28]

 
Feliz Aniversário. Sinto saudades. Seja feliz.
[14:05]

 
Estou com Internet aqui. Finalmente. Por enquanto ainda é máfia, mas não é assim que todas as coisas são?
[11:26]

 
Ribeirão Preto, dia 9
(Dia 12 da viagem)


A pessoa: Cabelo curtos, pretos, aproximadamente 1,67m de altura. Odeia Ribeirão preto, veio para cá a turismo visitar um parente mas não demorou mais que dois dias para perceber a roubada em que se meteu. Quer desesperadamente voltar para sua cidade-natal.

E é linda.

Sim, assíduos leitores (ainda tem alguém aí?), minha nova companheira de desventuras tem um perfil bem semelhante ao meu. Claro que o motivo maior pelo qual viemos a nos conhecer ainda é o desespero (e a - às vezes - bendita cara de pau da minha mãe).

Ontem tive pela primeira vez o prazer de dividir meu refúgio. Conversamos um bocado. "Al", que é de Sampa, tem um histórico meio "sujo", como o meu, incluindo o uso de narcóticos, álcool e (olha só!) cigarros. Infelizmente a mina é do time da black music, surf music e afins. E também gosta de forró (claro, ela é de São Paulo, todo mundo naquele lugar gosta de forró). Ninguém é perfeito. Eu sou um ninguém. Eu sou perfeito. E essa é velha.

(São os primeiros sinais de insanidade).

A presença desta preciosidade pode amenizar minha solidão e reduzir as chances de um colapso psicótico, pelo menos até dia 13 quando ela volta para a megalópole.

Mas não vai diminuir minha vontade de pisar em solo Pernambucano de novo.
[11:07]

 
Ribeirão Preto, dia 8
(Dia 11 do purgatório)


Minha viagem de volta à Matrix, minha querida Matrix, está agendada para dia 28 deste mês, ainda a confirmar, mas sem maiores problemas. Quer dizer, o maior problema já se fez presente, que é justamente esse: dia 28. Isso significa mais três semanas de porra nenhuma. Minha idéia inicial, voltar dia 14 foi por terra pois não há mais vagas em vôos até a data citada retro.

Estudo agora uma outra possibilidade: 3 dias dentro de um ônibus, opção esta, vale ressaltar, que me apraz muito mais que 21 dias de "terra roxa". Matematicamente: 21 dias in hell versus 07 dias do mesmo mais três de viagem. Sinceramente, até a longa viagem me agrada, com a possibilidade de conhecer, mesmo que de passagem, outras paisagens.

Meus companheiros começam a me abandonar: o Sampoerna acabou e não encontro em lugar algum aqui. Amanhã irei ao centro, de ônibus ou andando mesmo, e procurarei num Select.

Nietzsche me é fiel companhia nas horas vagas (quase todas) e o Carlton já vai na terceira carteira desde que cheguei em RP. A máquina de refrigerante é assídua consumidora de meus trocados, mas R$1,25 por uma lata ainda é um bom preço. Desisti da máquina de cerveja. Kaiser é droga pesada demais para mim.

Pedido formal: Galadriel, não me encha o saco por favor. Não estou me divertindo, estou de saco cheio, reconheço meus erros e não, você não pode me ajudar. E nem eu quero. Se não for para me mandar mensagens "rosas", então não mande nenhuma. Quero companhia, e não de uma nova terapeuta.

Boa noite a todos. Sinto falta de vocês.

Slow Jam
New Order

As I look at the morning sky
Today the wind is blowing hard
See that bird has flown too high
Pretty soon it will be tired

I spent a day all by myself
A rich man without my wealth
sometimes I get it wrong
But I am not the only one

The afternoon was very clear
The sun was beating down on me
I got thirsty for a beer
That I had to go to sea

The sea was very rough
It made me feel sick
But I like that kind of stuff
It beats arithmetics.

Don't want the world to change
I like the way it is
Just give me one more wish
I can't get enough of this

What it gets to be alive
And not just to survive
To hit and not to miss
I can't get enough of this


The early evening mist
Looked beautiful to me
Was soother than a kiss
I wish you all could see

I'm a long long way from home
But this photograph of you
Even though is monochrome
Tells me what I should do


So I got up on my feet
And I knew it would be alright
For my clothes were looking beat
In the middle of the night

[11:06]

 
Ribeirão Preto, dia 6
(Dia 9 da viagem)


Hoje, pela primeira vez desde a última vez que entrei num avião (confuso, não?) tive um programa com uma razão custo/benefício aceitável. Cultural. Eu sei, eu sei, não mudei minha opinião sobre camisa "VÁ AO TEATRO, mas não me chame". Mas vejam só, foi de graça!

Exposição no SESC RP, em homenagem à semana da mulher:

subindo
pelas
paredes

Um olhar desarmado sobre
a sensualidade e o erotismo,
exposto por manifestações artísticas.

2 a 10 de março de 2004


Lendo assim dá para a imaginação voar, não? Bom, é mais ou menos isso mesmo, mas tirando a parte da suruba que os mais afoitos podem estar cogitando. Uma parte da exposição, CORPO, tinha como obra mais instigante uma parede com centenas de potinhos, contendo sangue, saliva, urina, fezes e unhas de um indivíduo, extraídas quase que semanalmente desde 2002. Uma observação minha é que eles serviam na exposição cerveja clara, escura, água e chá de pêssego. Inevitável lembrar dos potinhos de urina na entrada quando se tem um copo de chá de pêssego (coloração amarelo amaronzada) na mão. Mesmo para as cervejas. A água provavelmente seria uma analogia à saliva do cidadão retro citado. Muito interessante mesmo, sinceramente eu gostei.

Ainda fazendo parte da mostra, a exibição de alguns filmes eróticos/pornôs. Pedro Almodóvar em alta. Ainda Bernardo Betollucci com o clássico "O Último Tango em Paris" (quem assistiu não esquece a cena da manteiga) e Kubrick, com "Lolita".

A exibição da noite foi "Ata-me", de Almodóvar. Curioso como no domingo mesmo, ainda em Sampa eu assisti bastante desocupadamente "Fale com ela", também do mesmo diretor sociopata. Com esse segundo acabo por tomar certa simpatia pelo cara.

Antes da sessão, uma encenação (ainda bem que fui avisado antes que aconteceria) de uma transa bastante casual de uma suposta expectadora e o jardineiro. No mínimo curioso.

Estou cá com todos os roteiros da exposição, e ainda outros. Essa é minha coleção: Atari, SESC, Cinemais, etc. Ainda um passe de metrô de SP (ainda com 4 usos) e um de ônibus. Minha idéia é escanear tudo e colocar aqui. Enquanto não faço isso fiquem com meu papel de parede que desenhei a pouco, num momento de ócio.

Meus formais agradecimentos: Nani e (Ange)Ita, duas ex-alunas de minha mãe que me levaram nessa. Ita por sinal foi deveras atenciosa comigo. Não, não rolou nada, mas sendo bem sincero, só falta ela querer porque linda daquele jeito eu não diria "não" tão facilmente. Ainda mais valendo merda como eu sou...

Nani deve passar o fim de semana com a família, numa cidade próxima daqui, então amanhã eu ligarei para Ita para saber se ela terá alguma coisa programada (e estará, claro, disponível para me aturar mais uma vez).

Finalmente parece-me que tenho coisas a escrever. Não que minha vontade de voltar à terrinha tenha diminuído. Em meus momentos no "refúgio" (a churrasqueira do condomínio, que fiz de minha base para fumar meus cigarros) a música que me vem à mente ainda é "I'll find my way home" (veja abaixo).
[11:03]

 
Ribeirão Preto, dia 5
(Dia 8 da viagem)


Retrato de agora: estou sentado na frente do computador escrevendo isso de bermuda sem camisa. A trilha sonora fica por conta de Vangelis: Conquest Of Paradise, Antarctica, Chariots Of Fire, Pulstar, I'll Find My Way Home, entre outras do CD Portraits. É quase meio dia.

Atrás de mim, o ventilador, que mais parece uma turbina, está ligado. Força 2. Eu preferiria colocá-lo no máximo, mas então teria que usar protetores auriculares, o que não seria tão ruim, mas me impediria de continuar ouvindo o CD.

Minha mãe foi dar uma voltar, andar na cidade, coisa que eu já fiz várias vezes aqui, não para adquirir uma aparência saudável, mas por que não tinha mais nada o que fazer. De fato, minha diversão padrão aqui é andar pela Av. do Café, sentido centro ou sentido USP, fumando meus cigarros. De fato, meus cigarros são minha melhor (única?) companhia aqui.

Sim, eu sei, Herr Sorrow e Lady Nanninha, eu disse que iria parar de fumar, mas eu não vou fazer isso nessa cidade. Não vou sob hipótese alguma restringir minha única "diversão" aqui.

I'll Find My Way Home
Vangelis

You ask me where to begin
And I'm so lost in my scene
You ask me where did I fall
I say "I can't tell you when"

But if my spirit is lost
How will I find what is near?
Don't question, I'm not alone
Somehow I'll find my way home

My sun shall rise in the east
So shall my heart be at peace
And if you're asking me when
I'll say "it starts to begin"

You know your will to be free
is much we'd love secretly
And talk it all to your friend
Somehow you find you are there

Your friend is close by your side
And speaks to boring (?)
As season's wish will come true
All seasons begin with you

Our world will all come from
Our world will melt into one
Just (?) that we're there
Somehow we're going somewhere (x2)

You ask me where to begin
And I'm so lost in my scene
You ask me where did I fall
I say "I can't tell you when"

But if my spirit is strong
I know you can't be there
No questions, I'm not alone
Somehow I'll find my way home (x4)

[10:48]

 
Pizza. La Vecchia Villa. Apesar de o garçom nos olhar meio estranho ele trouxe o catchup. Ah, foda-se.

Não sobreviverei um mês nessa cidade. Voltarei. Semana que vem, se possível for. Estou de saco cheio, pra baixo, puto, sozinho, tendo péssimas e inconvenientes recordações. E sabem por que? POR QUE? Não sabem? Nem eu, merda!

Mas lembram da história da introspecção? É isso! Enquanto a maioria das pessoas normais nem teria seu momento de introspecção, eu sou um feliz idiota que tem os seus vários. E como se não bastante sou um feliz idiota que além de remoer as merdas em vida ainda tem uma merda dum weblogger para vomitar todo o meu lixo para todo mundo ver. Nem comentem, estou só desabafando.

Mas estou sendo superficial. O motivo principal da minha [coloque sua impressão aqui] é simplesmente esse:

"Tudo o que acontece na minha vida, todas as pessoas que cruzam meu caminho parecem ser temporárias."

Não, não tenho nenhuma razão de estar reclamando, mas afinal é para isso que eu escrevo nesta imbecilidade.

Fodam-se, foda-se, fodam-me.
[10:48]

[ Quinta-feira, Março 4 ]

 
"Let's see what needles do"

É simplesmente ducaralho curtir uma fossa. E não estou sendo irônico. Sinceramente é ducaralho pensar nas merdas que se fez na vida, pensar onde se está no momento e o que poderia ter sido diferente.
[16:50]

 
Infelizmente daqui da USP, que é de onde eu posso conectar a Internet mesmo que por pouco tempo, eu só posso entrar no ICQ. Todos os MSN foram desinstalados, por motivos até bem óbvios. Não, nem ICQ tem aqui, mas é para isso que fizeram o ICQ 2 Go!.

Sinceramente, ICQ é O programa de mensagens instantâneas. Todos os outros são uma merda, incluindo a merda do MSN.
[14:26]

[ Quarta-feira, Março 3 ]

 
Ribeirão Preto, dia 3
(Dia 6 da viagem)


Neste momento está tudo um pouco etéreo, translúcido. Tenho a sensação de que irei deitar e dormir, e quando acordar estarei em Recife, conversando com meus amigos e contando-lhes sobre o estranho sonho que tive. Claro que estou passando por algum processo psicológico de auto-engodo, mas a sensação é bem real, como a que já tive em vários sonhos.

Na verdade também estou tendo esse problema com portas. Sim, portas de verdade, em geral as de banheiro. Sempre que termino minhas necessidades tenho a sensação de estar bêbado, numa bad trip, e que andei imaginando isso tudo. Quando abrir a porta e sair estarei em algum churrasco na casa de Heitor ou Ninja, ou dentro da Ultra e tirarão a gracinha de que "pensávamos que tu tinha descido pela descarga". Ha.

Não deixa de ser impressionante, porém, que nesta cidade de não-sei-lá-quantos milhões de habitantes eu só conheço duas pessoas.

"Saia pra conhecer gente", "não se isole", "passeie um pouco". Os conselhos são os mesmos (obrigado, acaso, por me fazer trazer o celular), mas "easier said than done" dizia dEUS. Sou comodista, culpem-me. Mais fácil fazer inimidos que amigos, mesmo que sejam descartáveis, como as pessoas que você conhece num avião e conversa durante a viagem, troca telefone e o convida para "ir lá qualquer dia". Desce do avião e joga fora o guardanapo com o número, pois o objetivo da "amizade descartável" acaba no instante em que o avião pousa.

E pensar que eu estava achando São Paulo ruim.

Corrijo-me: a cidade não é ruim, de fato. Eu é quem não estou no lugar certo. É um ambiente ótimo para estudantes, professores, etc., acadêmicos em geral, mas eu não tenho absolutamente porra nenhuma para fazer na USP. Sou aluno da Federal de Pernambuco, caracas, e os trotes aos calouros aqui não me dizem respeito.

Em Sampa, pelo menos, eu tinha uma amiga Kaká que me levou para tanto o inferno quanto ao purgatório. A casa de forró foi uma agressão hedionda a meu saco, mas ainda assim melhor que deixar ele congelar na noite sem nada para fazer. A Atari foi uma ótima tentativa, mas definitivamente o slogan "Alternative Club" ou foi uma infelicidade ou realmente os conceitos diferem diametralmente a partir dos 3.000km. O lugar, como já comentei em algum lugar aí tinha mais fumaça que o carro de Chichi & Chong. E de cigarro mesmo. Trouxe-me (desagradáveis) lembranças do Downtown, onde eu não conseguia ficar 2h sem que meus olhos ardessem como uma passada errada de sabonete na cara.

Quase me esqueço: se o Nordeste quer dominar o Sul, esqueçam, já fizemos isso. A cultura do forró impregnou o lugar (para minha infelicidade). A frase da noite na casa de forró (um armazém) foi minha para Kaká: "Três mil quilômetros parea ouvir Luiz Gonzaga... Eu preferiria dirigir de Recife até Exu."

Já mencionei como em Sampa a balada não sai por menos de 30 contos? E que em algumas boates a consumação mínima para homens pode variar de 80 a 120 reais? E que eu amo Recife?

Ah, claro, esse post é retroativo. Estou escrevendo nessa data e hora mas haja visto que 1) não foi instalada a linha aqui ainda e 2) tenho que baixar e instalar o driver do modem ele só será publicado com pelo menos um dia de atraso.

Ah, claro, percebam que eu realmente trouxe meu celular, mas apesar de não atender ligações com ele (a não ser em casos de emergência) eu posso receber e enviar mensagens pelo mesmo. Sem taxas de deslocamento (mas mesmo que houvesse, foda-se). E quem mendar mensagens para ele não vai pagar nada a mais por isso (hint, hint!).

Conforme escrevo relembro das coisas que anotei mentalmente e esqueci, claro, depois. O Select daqui é longe, não dá pra ir à pé.

E àqueles que me pediram para trazer qualquer tipo de droga ilegal, esqueçam. SP é dominada pela maconha, que como disse antes, é prensada e muito mais cara que em Recife. Fiquem com nosso produto mesmo que é melhor e mais barato. Quanto ao Ecstasy, não encontrei nenhum. Parece-me que é coisa para raves, que ocorrem em fazendas fora da cidade e não são irrelevantes (a.k.a. "não me darão um único comprimido de graça"). E agora que estou em RP é que será difícil mesmo, o povo daqui tem como vício a USP e solamente ela. Posso estar subestimando isso, haja visto que ainda não conheci os fins de semana da cidade. Se eu mudar de idéia, aviso.

Já mencionei como eu amo o Recife?
[23:22]

[ Terça-feira, Março 2 ]

 
Ribeirão Preto, dia 2
(Dia 5 da viagem)

Okay, estou na USP, faculdade de enfermagem (EERP), onde minha mãe faz o doutorado. Sinceramente as meninas daqui são realmente muito lindas. Conheço uma pessoa que ficaria "vissando" aqui. Infelizmente já sou alvo do "banzo" e da saudade. É realmente depressivo andar num lugar onde você sabe que é mais fácil um raio cair na sua cabeça duas vezes que encontrar alguém conhecido.

Uma observação em mim mesmo que acabei fazendo: viagens e lugares novos não mais me causam furor e ansiedade (a não ser claro, a ansieade causada pela saudade em si). Andei quilômetros sozinho em São Paulo, incluindo a Av. Paulista e metade do sistema de metrô (pelo qual me apaixonei), agora estou em Ribeirão e não consigo mais me emocionar como fazia em minhas viagens 5, 10 anos atrás. "Tá, é um lugar novo, e daí?"

Tenho quase certeza de que a culpa é das minhas inúmeras viagens e as barras que tive que aguentar com as mesmas ano passado. Acho que agora tenho "espírito de viajante".
[14:47]

[ Segunda-feira, Março 1 ]

 
A conexao e discada e nao posso me demorar. Estou em Ribeirao Preto. Sabado fui numa boate chamada Atari em Sao Paulo. Legalzinha, melhor que a merda do forro, mas parecia o Downtown de tanta fumaca.
[19:45]