Quem sou eu no Orkut?
Um UID, como qualquer outro usuário. E como qualquer outro usuário, comento, exponho minhas opiniões, sou apedrjado, ignorado ou ovacionado por elas. Como qualquer outro usuário, eu simplesmente me orgulho de ter meus comentários pertinentes citados por outros membros. É gratificante. É, também, a recompensa pelo meu narcisismo.
"O Gustavo citou (...)", "Concordo com o Gustavo no que se refere a (...)", "Muito boa a colocação de Gustavo (...)". Estaria eu mentindo se dissesse que escrevo somente para enriquecer os outros: eu escrevo, não nego, também para ser reconhecido. Assumo, com toda a modéstia (ou falta dela) minha necessidade de me fazer presente. É uma forma de "fama", e eu aprecio cada exibição da mesma.
A busca por essa mesma "fama" é o que me faz escrever este weblogger (além, claro, de minha necessidade de uma fonte confiável de recordações), ter um fotolog, e (sim, isso mesmo) ser ativista do software livre. Poupem-me do dinheiro, poupem-me do iconicismo capitalista. Eu quero mais é ser reconhecido como alguém de idéias sólidas (mas flexíveis), seja como gênio ou como louco, mas sempre alguém que nunca guardou nada para si mesmo. Não levarei nada desta vida, mas quero sim, deixar um legado ideológico que as pessoas possam usar como referência como caminho a ser seguido ou evitado.
Quero minha foto como mais um nerd na festa de lançamento do Firefox 1.0.
Quero meu nome no rodapé da sessão "contribuidores" do WinPT.Quero referências as minhas idéias nas comunidades do Orkut.
Quero uma unidade de medida com meu nome.
[01:53]
Argh... Acordei pior ainda. A virose (que como eu disse num comentário, é o termo médico para "eu não faço a mínima idéia de que porra é esse que você tem") evoluiu de mal estar para estar constrangedor. Vocês me entendem. Não fui para a faculdade hoje, não porque estou me sentindo mal, mas porque não vou ficar saindo da sala a casa 5 minutos para ir ao banheiro. Se ainda tivesse o notebook era lá que eu estaria agora.
Tenho medo de que acorde no mesmo estado amanhã (ou pior) o que inviabilizará completamente qualquer tentativa de ir para JP. Mas a esperança é a última que morre.
(Infelizmente, quando morre, é sempre de alguma forma trágica...)
P.S.: Estou tomando soro (via oral, calma...) para rehidratar.
[09:50]
09:32. Sim, eu deveria estar na aula neste instante, mas ocorreu que adoeci. Duca. Ontem, na calourada no laguinho, uma oportunidade perfeita para se divertir, curtir e tirar onda. Fiquei o tempo todo deitado na grama. Quando o cansaço já beirava o mal-estar, resolvi ir embora. Ao chegar em casa, descubro que meu irmão estaria sofrendo o mesmo (mas num estado mais avançado).
Hoje acordo com dor nos olho e em algumas partes do corpo. Parece ser uma virose. Isso é simplesmente ótimo.
Motto da noite: "É realmente fascinante, tio, mas eu... Tô saindo...". Me rendeu boas risadas.
[09:30]
Meses, anos que não tenho dias tão felizes. Sim, ela é a razão (nem venham me falar de alguma música do Hoosterbank com esse nome) de tardes alegres, cheias de risadas, beijos e abraços apaixonados. Eu eu sei o que ela sente por mim, sei o quão importante eu sou para ela.
Sim, eu sei, já está em tempo de colocar uma foto dela aqui. Tem uma no fotolog, mas ao contrário da maioria das pessoas que têm "diários" virtuais, a minha prioridade é este weblogger, sendo o www.fotolog.net/nasheer apenas uma extensão dele. Sim, eu também estou ciente de estar rareando os posts. Mas quem me acompanha a algum tempo (isso aqui já estás com três anos) sabe que são fases. Se minha namorada tivesse blog, quem sabe eu não escreveria mais?
Mas gostaria se escrever algo longo de novo. Algum tema complexo, polêmico. Faz tempo que não sou polêmico. Sim, também quero soar inteligente. Ela me fez este elogio essa semana, e eu fiquei, claro, todo prosa. Ser elogiado por quem você ama, de uma forma tão sincera é de deixar qualquer um com o ego na Lua.
Ah, lembrança: estive na casa dela esse sábado, foi um dia família. Pude finalmente conversar razoavelmente com meus sogros, e espero realmente ter causado uma boa impressão. Chega de ser visto como uma má pessoa. Mas gostaria de ter algum feedback sobre minha pessoa, se gostaram de mim, se pareci prepotente ou, bem... inteligente.
[20:19]
Eu daria tudo, qualquer coisa, para estar nos braços dela agora. Neste exato instante.
[11:59]

A festa foi lançada! 10/21/2004 7:55 AM
Como parece que temos coro para fazer a festa, resolvi lançá-la no site mozparty2. Está lá então a festa OpenSource de Recife:
MozFest @ Recife - "The roof is on Fire" Edition
(Se tiverem idéia de nome melhor de avisem. Nunca fui bom com essas coisas...)
"Castelo de Greyskull, a.k.a. Casa de Heitor (Se ele deixar. Se não, alternativas não faltam...)
Por trás da Sudene, na rua do Riacho do Cavouvo. Tem piscina e espaço. Levem todas as bebidas que puderem carregar. Lembrem-se que se alguém quiser comer alguma coisa é melhor trazer de casa, nós vamos BEBER e não COMER.
A manguaça será a partir do meio-dia do primeiro sábado após o lançamento do FF1.0. Na ocasião teremos a solenidade solene de download e instalação do FireFox 1.0 no computador dos SáMoraes. Levem seus CD's virgens para já sair da festa bêbado direto para instalar no seu computador."
Visitem a página da festa para confirmarem suas presenças. E divulguem, se possível. Mandem SPAM pra todo mundo... afinal, o Thunderbird tem filtro mesmo...
Heitor, será que seria possível tu acordar para a gente poder confirmar isso contigo?
[11:58]
Uma coisa me deixou levemente entristecido: tentei alguns dias atrás escrever algo para Mirela, que, para os desinformados de plantão, é minha namorada. Acho que qualquer um que tenha um mínimo de seligol pode ter sacado que alguma coisa estava diferente na minha vida. Bom, fazemos 22 dias hoje.
Perdão, me distraí (ela tem esse poder sobre mim). Continuando, quis escrever algo para ela. Uma poesia, que desde que passei a escrevê-las descobri um grande prazer e válvula de escape em momentos de sentimentos torrenciais. Porém, não consegui fazer como intencionava.
Não existe como, todas as vezes que coloco a caneta no caderno as principais palavras que surgem são sempre de desgraça, pessimismo, violência. É praticamente inevitável. Claro, ainda assim consigo colocar no papel tudo o que sinto, mas eu prefereriria mesmo poder fazê-lo de maneira mais sutil e delicada, para uma pessoa sutil e delicada. Parece-me, porém, que a mais sinceridade em minhas palavras no que eu escrevo do que eu gostaria de deixar transparecer.
Abaixo, o cerne do tema em questão.
E eis que o Areia Branca virou um monte de pó cinza.
Eu gostava daquele prédio, sempre olhava para ele quando morava em Piedade Candeias e pega o ônibus para Colégio de Aplicação ou Escola Técnica.
[13:30]
Fantasmas do passado? Não, acho mais que tenho um cemitério inteiro atrás de mim. Não parei ainda para contar as pessoas que "matei", mas entre homicídios dolosos e assassinatos hediondos não sei quais dos dois me provoca estas noites insones, estes pesadelos reais. Pois sim, eu tenho pesadelos.
Me deixem em paz! Não há mais nada que eu possa fazer, ME PERDOEM! Acabou!
Vão embora, o céu os aguarda (pois sempre assassinei anjos)! Não é bastante eu viver meu próprio inferno? Ou meu próprio limbo, que seja.
Eu só busco minha redenção.
[08:53]
Mudar o template? É uma idéia interessante. Fazendo isso por que tema eu optaria? Sombrio, nerd, clean? Meninas superpoderosas?
[11:08]
Da série "não reclame de suas desgraças, sempre poderia ter sido pior".
Poodle: e aih, vc jah viu algum computador simplesmente reiniciar e dizer que todos os seu 80gb de capacidade, dos quais haviam 75gb de dados, são espaços não alocados ? incluindo os 9gb ext3 ?
Tango: ???????????????????
Tango: Ele CORROMPEU a tabela de partições?!?
Poodle: pois é
Tango: Caralho! Perdesse TUDO?!?
Poodle: tudo, absolutamente tudo
[22:52]
Eu consegui, simplesmente deletar TODAS as minhas configurações e personalizações do Firefox, durante uma simples tarefa de limpeza de HD. Isso inclui TODOS os meus bookmarks, cultivados ao longo de anos e organizados com um carinho que um tem tem para com o filho.
E para piorar, eu fiz questão de não usar a porra da lixeira.
Resumo da ópera: quem ainda me quiser visitando seu blog/flog/mlog/sprog ou qualquer coisa do gênero, favor deixar aqui nos comentários o endereço. Estou recuperando o que posso, mas muita coisa vai ficar faltando.
[03:38]
10 minutos atrás eu simplesmente acordei do sonho mais angustiante de toda minha vida. Como não há jeito simples de narrá-lo vou tentar fazê-lo da forma mais descritiva possível de maneira a tentar compensar a complexidade inerente do mesmo.
A configuração da noite, pouco antes de cochilar: minha mãe estava no computador do meu pai, na sala, e meu irmão no meu computador, aqui no meu quarto (desse que eu agora digito). Eu estava deitado na minha cama, e senti o sono chegando. Normal, vamos cochilar.
Cochilei. E então acordei. Vi meu irmão ainda no computador e pensei "que droga, ele ainda está usando". Resolvi então descer para dar uma caminhada e fumar um cigarro. No frio da noite minha caminhada se estendeu, até eu chegar na Av. Recife, e depois Imbiribeira. Neste momento, dada a surrealidade de tamanha caminhada, eu pensei, "ah, droga, estou sonhando". Não pude pensar muito, pois no meu lado aconteceu um acidente e como alguma coisa me atingiu, desacordei.
De alguma forma as pessoas que me socorreram puderam determinar minha residência, e haja visto que eu não tinha sofrido mais que uma concussão seguida de desmaio, me levaram para casa: bairro de Candeias, ano de 1992.
Ao acordar, ainda tonto, encontro minha mãe, mais jovem. Meu irmão, minhas queridas irmãzinhas de coração Ká e Du. Tenho a impressão de que outros membros do meu passado também estavam lá. Todos crianças, como éramos naquela época. Apenas o Jovem Gustavo não estava presente, mas sim devidamente substituído pelo Gustavo tual.
A situação era ilógica: OBVIAMENTE eu estava sonhando. Educadamente tento convencê-los (me dirigi mais à minha "jovem" mãe, que aos "pirralhos") de que precisava ir para casa. Entendeu, mas entre um acesso de tontura e outro ela me diz para passar a noite lá, de manhã se eu estivesse melhor iria para casa. Como eu mesmo tinha percebido que a tontura me impedia de pensar racionalmente, decidi dormir lá mesmo. Porém a essa altura já me incomodava o fato de "saber" que estava sonhando e ainda não ter acordado. Sempre que percebo que estou num sonho acabo acordando sem mais nem menos. Isso só não aconteceu em alguns momentos críticos da minha vida, onde meus sonhos eram o único lugar onde eu poderia me refugiar.
Resolvo então dormir. Tenho um sono intranquilo com flashes do presente e sonho com os acontecimentos da noite anterior desde que estava tranquilo vendo meu irmão usar o computador até a hora em que tinha acordado doze anos no passado. Acordo ainda no meio da noite, no mesmo lugar, vendo meu irmão, agora 13 anos mais novo que eu, dormindo do lado. Não seria possível: eu tinha acordado! Por que diabos ainda não tinham as coisas voltado ao normal?
Tento me levantar, mas tombo no chão. Minha jovem mãe acorda, e vem me ver. Eu estou já um pouco nervoso nessa hora e enquanto conversamos digo que PRECISO ir para casa, naquele exato momento. O ambiente me asfixiava. Ela me diz que eu não tinha condições de ir, a ao que parece nem ela poderia me levar lá. Algo a impedia, ir para casa era algo que eu deveria fazer sozinho. Cada vez mais nervoso, explico para ela e para meu irmão, Ká e Du, já acordados por causa da discussão,que todos eles eram sonhos, que não eram reais e que eu precisava acordar pois já não aguentava mais aquele situação que oscilava entre o ridículo e o desesperador.
Então me lembro de quando meu irmão (real, se é que algo ainda é real nessa história) me falou que já tinha assistido a um paciente com uma crise esquizofrênica, gritando para todo mundo que "vocês não existem". Senti-me na mesma situação: claro que aquelas pessoas não eram reais, mas SE FOSSEM então minha passagem para uma clínica psiquiátrica estava sendo providenciada.
Resolvo então ligar do meu celular para meu pai, e pedir... Bem, pedir qualquer coisa... Quando chama a primeira vez alguém que não me recodo quem fala algo comigo e eu desligo e deixo para fazer a ligação em outra hora. Continuo explicando minha história, na esperança de convencer aquelas pessoas que elas não eram reais e com bastante calma, também na esperança de que se eu estivesse errado não me internariam (pelo menos não durante muito tempo...).
Neste momento meu celular recebe uma mensagem, de meu pai. Provavelmente tinha visto um toque meu no seu aparelho e tinha me mandado uma mensagem perguntando qual era o problema. Só não me peçam para dizer se meu celular tinha feito uma ligação do passado para o passado ou do passado para o presente. A mensagem não importava e nem cheguei a lê-la, mas ela foi a prova necessária de que eu não estaria perdido no tempo: o aparelho ao receber havia soado uma campanhia polifônica. Mas ao observar o telefone, um Nokia Neo, recordei-me de que ele não era capaz de reproduzir este tipo de som, que era oriundo de um Nokia 3520 que eu tinha e que foi roubado no início deste ano (de 2004, é bom dizer).
Tive então certeza de que encontrava-me dormindo no meu quarto. Mais calmo, deitei-me de novo naquela cama de sonho e fiquei meditando sobre os motivos do meu "não-acordamento". Não precisou muito e começei a me sentir sonolento, mas de alguma forma sabia que estava acordando, não adormecendo.
O susto final ainda veio quando eu acordei na minha cama atual, mas minha mãe tinha feito uma arrumação e colocado outra vez eu e meu irmão para dormirmos no mesmo quarto. A constatação imediata de que as coisas não estavam como eu me lembrava me vieram à mente sob as palavras, "puta que o pariu, não!". À essa altura eu não estava mais achando graça em nada daquilo e simplesmente tentei gritar, mas somente um murmúrio saiu.
Foi mais que o bastante para, ouvindo o som da minha própria voz, eu acordar de verdade.
Levantei-me e vi o computador desligado. Um barulho alto de televisão que agora lembrava, tinha me guiado de volta 12 anos no tempo e 25km no espaço. Levanto-me, mas ainda cauteloso, pois o sono que eu ainda sentia era semelhante demais às crises de tontura que me atacavam no passado. Tinha medo de acordar de mais um nível de sonho e realmente perder a noção de quantos sonhos dentro de sonhos eu ainda teria que acordar.
Saí do quarto e observei meu irmão assistindo TV. Fui para a sala e vi minha mãe usando o computador. Ela se virou para mim e eu só pude murmurar "puta que o pariu". Ela então me perguntou o que tinha acontecido.
"Tive o sonho mais estranho de minha vida inteira."
"Sério? E como foi?"
"Vou contar agora, antes que as lembranças desapareçam..."
[01:27]
Lidar com pessoas é sempre algo difícil. Elas são frágeis, e se machucam ao menor contato. Não tenho culpa. Muita.
Em pouquíssimas ocasiões de minha vida eu feri alguém intencionalmente. Já o fiz, é claro, e isso é algo que eu não me arrependo até hoje. Costumo agir com certeza. Mas mesmo essa certeza não ajuda a me relacionar com alguém de alguma forma e ter certeza de que no final das contas algo parecido com amizade permanecerá.
O melhor que todos podem fazer é se afastar de mim. Eu sofro do "Dilema do Porco-Espinho".
[04:59]
Tem alguma coisa no ar e não são aviões de carreira. Algo de sereno, apaziguador. Algo que tenho sentido falta faz muito tempo. Algo sutil como cheio de orvalho, mas presente como o ar. Tem alguma coisa no ar, além do cheiro de chuva.
Pax? Lux?
[02:47]